Num encontro realizado hoje com vários repórteres em Bruxelas (Bélgica), a comissária de proteção ao consumidor da União Europeia, Meglena Kuneva, alertou que poderá barrar a venda do smartphone da Maçã no continente, caso fique comprovado que ele pode ser perigoso para as pessoas. A responsável pelas investigações, que recebeu diversas denúncias do Reino Unido, da França e da Alemanha, nem se preocupa com o que usuários e órgãos reguladores de cada país afetado podem achar da decisão final.
“Não preciso da permissão da Apple para interromper a circulação dos aparelhos no mercado. Se forem perigosos, requereremos a retirada deles”, disse Kuneva. Para tentar descobrir o que está a acontecer, estão a ser realizados diversos testes de laboratório capazes de comprovar falhas por parte do iPhone ou sugerir que ele está a ser usado de forma incorreta pelas vítimas.
Até o momento, o que a Apple afirmou sobre o assunto é que se trata de “incidentes isolados”, mesmo sendo um caso já conhecido entre iPods há um bom tempo. No entanto, a UE não precisará de aguardar respostas de ninguém para remover os iPhones das lojas, especialmente se levarmos em conta que ela já tomou atitudes semelhantes com outros produtos.
Contudo, a comissária garante que não ordenará nenhuma ação contra o aparelho caso não fique comprovado que ele pode ser perigoso para o consumidor. O iPhone, segundo pesquisas, poderá atingir a marca de 23 milhões de unidades vendidas apenas em 2009.
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